domingo, 15 de agosto de 2010

STEP



Vocês sabiam que o Step surgiu quase por acaso, como prática de exercícios físicos nas academias?

Em 1986, a professora Gin Miller ao sofrer uma lesão, foi recomendada pelo seu fisioterapeuta a ficar subindo e descendo num banquinho de madeira com a finalidade de reforçar os músculos da coxa (quadríceps) - Ação muscular fundamentada no teste de banco sueco e tem similaridade com a tarefa motora diária de subir escadas. Muito criativa, Gin Miller, pra não ficar naquele sobe desce monótono, começou a misturar movimentos de braços e pernas e fazer variações interessantes. A idéia deu tão certo, que três anos depois, a Reebok comprou a idéia e a aperfeiçoou, lançando no mercado uma excelente atividade cardiovascular e que de quebra fortalecia os músculos das pernas e dos braços, desenvolvia a noção espacial, a coordenação motora, o reflexo, emagrecia e que logo veio tornar-se mais um segmento da ginástica.

O Step é uma atividade que, quando comparada com a ginástica aeróbica de alto impacto e a corrida, oferece menos riscos de contusões graves, ficando restritas a dores musculares nas coxas, panturrilhas e Tendão de Aquiles.
Pesquisas mostram uma melhora de até 16% na aptidão cardiovascular, aumento médio de 13% no consumo de oxigênio (VO2 Máx.) e diminuição de 1,4% no percentual de gordura num programa inicial de controle de doze semanas (considerando três dobras cutâneas).
Os estudos concluíram também que essa atividade pode gastar de 300 a 500 quilocalorias em aulas variando respectivamente de 30 a 70 minutos. Para que esses valores sejam obtidos com segurança por qualquer pessoa, os estudiosos sugerem uma freqüência ideal de três vezes por semana como qualquer outra atividade física.

Ao contrário de outras aulas, o step é uma atividade que exige do professor uma ação contínua e por isso mesmo os pesquisadores centraram também suas observações nesses profissionais que chegam a ministrar 5 a 6 aulas por semana. Concluíram que as bases fisiológicas podem ser comparadas aos dos atletas fundistas. De fato, os professores de step costumam ter VO2 Máx. mais alto, baixo percentual de gordura, freqüência cardíaca de repouso também mais baixa e pernas fortes.

Uma atividade assim tão boa também não é pra ir entrando logo "de cabeça". Exige-se orientação profissional. Em primeiro lugar, se você é iniciante comece com os steps mais baixos, 10 ou 15 cm de altura, Ao subir, procure pisar bem no centro e mantenha uma postura alinhada. Na descida use a ponta do pé para amortecer fazendo o movimento de "mata-borrão" da ponta do pé para o calcanhar. Evite movimentos bruscos, muito comum quando a gente perde o passo. Se você errou a coreografia não fique com vergonha e nem tente sair correndo atrás do passo "matando barata". Pare em frente ao step e "pegue o bonde andando". Ou seja, quando a coreografia passar pelo passo básico continue. Procure dominar bem os movimentos de giro porque eles podem levar a uma contusão de joelho. Não fique muito afastado do step, apenas o suficiente para dar um passo normal. Por fim, curta essas aulas que têm uma semelhança também com a dança.
O step, como qualquer outra atividade física só causa lesões se não forem observadas as regras de segurança e ou for mau orientada. Parece até um contra-senso, o step tendo surgido exatamente como uma opção de exercício de reabilitação de lesão de joelho causar problemas. Essas lesões já registradas ficaram por conta de: altura inadequada ou não compatível para o aluno, coreografias complicadas com muitos giros e propulsões exageradas (pulos) e ritmos musicais muito rápidos. Em algumas aulas, em nome de uma suposta criatividade, algumas pessoas acabam perdendo o fundamento dessas aulas exatamente como aconteceu com as de ginástica aeróbica.

Mas por quê esta explicação toda sobre Step???
Porque quero contar pra vocês que estou animadíssima com meu novo equipamento de ginástica que é considerado um aparelho de Step (Stepper) muito vendido nos EUA e que vou  mostrar pra vocês no próximo Post!!!

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